Irmã relata desespero após cerol tirar a vida de bebê em MG

A irmã trouxe mais detalhes diante do desespero que passou ao se deparar com acidente envolvendo cerol que tirou a via de seu irmão.


 A irmã trouxe mais detalhes diante do desespero que passou ao se deparar com acidente envolvendo cerol que tirou a via de seu irmão.

Uma tragédia provocada pelo uso ilegal de linhas cortantes chocou os moradores do bairro Arvoredo II, no município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.


O pequeno Ravi Oliveira Dias, de apenas 1 ano e 9 meses de idade, morreu na manhã desta quarta-feira, 27 de maio de 2026, após ter o pescoço atingido pela linha com cerol de uma pipa que era empinada nas proximidades de onde ele estava.


O acidente aconteceu em poucos segundos e foi testemunhado pela irmã do menino, Nicole Gomes dos Santos, de 18 anos. Ela trouxe mais detalhes do acontecimento que foi visto por ela.



De acordo com os relatos da jovem, ela caminhava com o bebê quando a linha cortante, que havia acabado de enroscar e atingir a canaleta de uma motocicleta em movimento que passava pela rua, ricocheteou e atingiu diretamente o pescoço da criança.


Diante do sangramento massivo e do desespero da irmã, que gritou por socorro público, os próprios familiares se mobilizaram para socorrer o menino emergencialmente, transportando-o até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pampulha.



“A única coisa que eu lembro é que ele estava cheio de sangue no pescoço. Daí eu gritei por socorro, para ajudarem e levá-lo para a UPA”, disse ela, ao falar sobre quais atitudes tomou.


Apesar dos esforços das equipes médicas de plantão, Ravi não resistiu à gravidade dos ferimentos e o óbito foi constatado pouco depois de sua entrada na unidade de saúde.


O jovem responsável por empinar a pipa permaneceu no local e compareceu à UPA sob escolta de agentes da Polícia Militar. Visivelmente abalado com as consequências do ocorrido, o rapaz declarou lamentar profundamente a fatalidade.


Abalada, Nicole descreveu o irmão caçula como uma criança extremamente esperta, alegre e carinhosa, ressaltando que o risco de acidentes com linhas cortantes já era uma preocupação rotineira e visível no bairro.



Vale ressaltar que a comercialização, o armazenamento e o uso de cerol ou da chamada “linha chilena” são terminantemente proibidos por lei em todo o estado de Minas Gerais.


A legislação estadual em vigor prevê penalidades severas de natureza financeira, com aplicação de multas que partem de R$ 5.279 e podem atingir o patamar de R$ 263.950 em cenários de reincidência comercial.


Na capital, Belo Horizonte, normas municipais complementares também punem os infratores com sanções de R$ 2 mil para usuários e R$ 4 mil para estabelecimentos que vendam o material cortante.


Diante do desfecho fatal, o caso foi encaminhado para a Polícia Civil, que conduzirá o inquérito policial para apurar as responsabilidades criminais do jovem envolvido no episódio.

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