UM "CONHECIDO DA IGREJA" CONVIDA PRA ADOLESCENTE PRA IR A ESCOLA...
O caso aconteceu em março de 2016, na cidade de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Ana Beatriz Schelter tinha apenas 12 anos e estudava no sétimo ano do Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes.
Na manhã do dia 2 de março de 2016, a adolescente saiu de casa para ir à escola. O trajeto duraria apenas alguns minutos, mas Ana Beatriz nunca chegou ao destino.
Segundo as investigações da Operação Fênix, a menina teria aceitado uma carona de Mario Fleger, conhecido da família e frequentador da mesma igreja que ela.
Dentro do veículo também estaria João Vivaldino Córdova Lottin, amigo de Mario. Depois disso, Ana Beatriz desapareceu.
Na manhã seguinte, o c0rp0 da adolescente foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470.
Inicialmente, a cena foi montada para aparentar que a menina teria tirado a própria v1d@. Porém, a perícia descartou essa hipótese e concluiu que Ana Beatriz foi vítima de v1ol3ncia e m0rr3u por 4sfix1a causada por €str@ngul4m3nto.
As investigações também apontaram que os suspeitos tentaram ocultar o crime para dificultar a descoberta da verdade.
O caso causou enorme repercussão em Santa Catarina pela brut@lidade do crime e pela proximidade de um dos acusados com a família da vítima.
De acordo com o Ministério Público, Mario Fleger frequentava a mesma igreja que Ana Beatriz e trabalhava ao lado da casa da adolescente, o que teria ajudado a conquistar a confiança dela.
Após anos de investigação, três homens foram denunciados no caso.
Mario Fleger e João Vivaldino Córdova Lottin respondem pelos crimes relacionados à m0rt3 da adolescente.
Já Marcel Aparecido Albuquerque foi denunciado por fraude processual, acusado de ajudar a montar a cena para simular um su1c*d!o dentro do contêiner onde o c0rp0 foi encontrado.
Por decisão judicial, os julgamentos acontecerão separadamente.
Nesta primeira sessão, um dos acusados será julgado. Os outros dois devem ir a júri no dia 25 de junho de 2026.
Inicialmente, o julgamento aconteceria em Rio do Sul, mas foi transferido para Florianópolis após a defesa alegar que a forte repercussão do caso poderia influenciar os jurados.
Mesmo depois de mais de uma década, o caso Ana Beatriz continua vivo na memória da população catarinense e ainda é lembrado como um dos crimes mais marcantes da região.
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