SUSPEITA DE ELIMINAR NORA E FILHA, AGORA É RÉ POR TENTAR MATAR AMIGA
Uma aposentada de 68 anos, presa desde maio do ano passado, acumula agora três acusações formais na Justiça — todas envolvendo env3nenam3nto.
Elizabete Arrabaça, de Ribeirão Preto (SP), já era ré pelo f3min1cídio da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues, de 37 anos, encontrada m0rta em 22 de março de 2025 no apartamento em que morava com o marido. Um laudo toxicológico identificou chumb1nho no corpo da vítima. O filho de Elizabete, o médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, também está preso e responde pelo mesmo crime. Ambos irão a júri popular.
Com a repercussão do caso, a Polícia Civil passou a investigar também a m0rte de Nathalia Garnica, de 42 anos — filha de Elizabete e irmã do médico. Ela havia morrido um mês antes de Larissa, em circunstâncias inicialmente tratadas como naturais, na cidade de Pontal (SP). Um novo exame no corpo identificou a mesma substância. Elizabete foi a última pessoa a estar com as duas antes de cada m0rte. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia por h0m1cídio qualificado, mas a Justiça ainda não decidiu se ela será submetida ao júri popular nesse caso.
Na última sexta-feira (25/4), a Justiça recebeu uma terceira denúncia: tentativa de h0m1cídio qualificado contra Neuza Ghiotti, amiga de Elizabete. Segundo o processo, Neuza foi envenenada em maio de 2017, também em Pontal, mas sobreviveu. Com a aceitação da denúncia, a aposentada será julgada pelo tribunal do júri também por esse episódio — sem data prevista.
Para o Ministério Público, os crimes tiveram motivação financeira. No caso da nora, a investigação apurou que o médico estava em dificuldades financeiras e que Larissa havia descoberto uma traição e planejava o divórcio. Nos dias seguintes à m0rte dela, ele acessou as contas bancárias da esposa, acionou o seguro de vida e pesquisou dados sobre o patrimônio dela. Quanto à filha, o MP avalia que a morte beneficiaria Elizabete por herança. Após a prisão da mãe, outra filha da aposentada descobriu dívidas que somam R$ 320 mil — acumuladas, segundo a promotoria, por vício em jogos de azar.
A defesa de Elizabete contesta as acusações. O advogado Bruno Ribeiro afirmou que respeita a decisão judicial, mas discorda, e questiona a base probatória da denúncia relacionada à amiga, destacando que "não existem elementos de certeza" de que o quadro clínico da vítima tenha sido causado por env3nen4mento. O pedido de prisão preventiva formulado pela promotoria nesse caso foi negado pelo juiz, sobretudo porque os fatos ocorreram há quase nove anos.
.jpg)