VAMOS AJUDAR A ENCONTRAR A FAMÍLIA DELE
Cledoaldo Ribeiro cresceu sem saber ao certo quantos anos tinha, onde havia nascido ou quem eram, de fato, seus pais. Durante décadas, acreditou que a própria mãe o tivesse deixado em um abrigo ainda bebê, no início dos anos 1970. Essa versão marcou toda a sua vida — mas não correspondia à realidade.
Somente em 2022, ao buscar ajuda jurídica, ele teve acesso a informações que mudaram completamente sua história. Os registros revelaram que a separação entre ele e a mãe ocorreu em 1973, logo após a chegada dos dois à capital paulista, na antiga rodoviária da cidade.
Na época, Maria Helena Ribeiro tinha apenas 16 anos. Jovem, sem saber ler ou escrever, vinda do interior de São Paulo e sem recursos financeiros, ela carregava o filho nos braços quando foi abordada por policiais ao desembarcar do ônibus. Sem documentos e sem dinheiro, foi levada ao juizado de menores.
O que aconteceu a seguir nunca foi devidamente explicado. Mãe e filho foram enviados para instituições diferentes e separados à força. A partir daquele momento, perderam todo o contato e jamais voltaram a se encontrar.
A história de Cledoaldo, marcada pelo silêncio e pela ausência de respostas, revela uma ruptura imposta pelo Estado e deixa um rastro de dor que atravessou gerações.
